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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Vontade de errar.



Como diz aqui na minha terra hoje acordei atravessado”, sabe aqueles dias em que você tem vontade de esbofetear o garçom, reclamar do sol quente, encher a cara até de veneno quanto mais de álcool?
Pois bem, hoje acordei assim. Acordei com vontade de subir na mesa, bêbado, cantar canções antigas e que faziam sentido, ligar para o compositor de REBOLATION e mandar ele se fuder, esperar a noite cair e apreciar o belo molejo de nádegas rebolativas, gastar meu ultimo vintém para obter o prazer mais sórdido e ao amanhecer ser encontrado na areia da praia, devidamente abandonado por uma filha de Iemanjá, hoje acordei com vontade de errar.
Quando acordo atravessado, ninguém me pergunta nada, sabem que vou sair de casa por que paredes me sufocam, sabem que vou virar lata, encher a cara, chegar em casa somente quando as estrelas abandonarem o céu e eu abandonar o corpo envenenado de uma jovem mulher devassa.
O sol estava a pino, resolvi não almoçar no sagrado recesso do lar, optei por ir comer aquela feijoada esperta lá no botequim do Jamelão, ao chegar no bar, amigos etílicos já esperavam-me, sou recebido com toda honra que só um boteco de beira de esquina pode proporcionar à seus fieis e insólitos fregueses, a conversa estava animada, falávamos sobre política, filosofia, arte... Que mentira. Falávamos de putaria e putaria da boa, falávamos tudo e todos ao mesmo tempo. Conversa de bar, é sempre boa, mas quando a lua aparece no céu o melhor mesmo é beber sozinho, tenho grandes inspirações em momentos assim, então saio do bar do Jamelão e caminho pelo calçadão da praia Beira-mar em busca de uma mesa vazia, um bom vinho e talvez quem sabe, uma ótima Cia, acabo encontrando tudo o que fui buscar, claro que tudo no tempo certo.
Sento-me e logo aparece o garçom, desisto do vinho e peço-lhe algo que me esquente o coração e a garganta, então rapidamente ele me traz um conhaque, tomo tudo em um único gole e começo a apreciar a visão noturna e avassaladora que tem no calçadão da Beira-mar, apaixono-me uma cinco vezes, tenho alucinações outras cinco vezes e quando percebo a garrafa de conhaque está vazia, mas agora a outra cadeira está ocupada, bela, belíssimo exemplar de fêmea indócil, venenosa e dissimilada por natureza, por pior, ou melhor, que seja meu desempenho a frase será sempre a mesma “Você é um diabo, me deixou louca, quando repetiremos?” É sempre assim, e sempre gosto de ouvir, nunca ousei ter a mesma mulher, acho que isso seria infidelidade de minha parte para com a minha verdadeira flor-mulher, mas sempre por mais diferente que seja a mulher a frase é sempre a mesma, acho que ensinam isso no sindicado das putas!
Paguei a conta do bar, fui involuntariamente conduzido ao paraíso, deleitei-me com o mel sagrado da flor infame, abracei e beijei o demônio, me encontrei com o pecado sublime e ao amanhecer acordei na praia, abandonado e ainda visivelmente ferido pelo espinho da flor que agora dela só tenho a dor e o odor!
Volto pra casa, tomo um banho e beijo a flor-mulher o beijo sai tão pesado quanto a minha consciência, mas ambos sabemos que não tive culpa, é que simplesmente acordei com vontade de errar!
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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

ENTRANDO NA ZONA!!!: Acordar no mar

ENTRANDO NA ZONA!!!: Acordar no mar: "Sair vagando a noite, procurando esconder em cada gole ingerido os problemas que se acumulam, procuro desesperadamente um abismo em que e..."
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Acordar no mar


Sair vagando a noite, procurando esconder em cada gole ingerido os problemas que se acumulam, procuro desesperadamente um abismo em que eu possa jogar essa minha carcaça imunda, vou fugindo de mim sem saber onde exatamente pretendo chegar com essa neurose, sinto ao longe o cheiro do mar, percebo que por instinto ou apenas por morar perto da praia acabo por está diante daquela imensidão de água salgada, observo as ondas e busco na sua força a minha própria que agora já nada mais é que um suspiro de sobrevivência.
As sereias do calçadão passeiam e encantam a todos que as olham, em outros tempos eu certamente estaria rendido ao canto de uma daquelas filhas de Iemanjá, mas o mundo gira, o tempo, a mente amadurece e o corpo apodrece e aqui estou eu agarrado sozinho a minha garrafa, praticamente um pedófilo, só eu e minha garrafa de 12 anos e isso me causa saudade fazendo eu lembrar-me de quando eu tinha doze anos, felicidade aflorada, hormônios em ebulição, mente saudável e um coração na mão.
A memória é algo incrível e complicado, quantas e quantas vezes eu vi essa praia, quantas e quantas vezes eu vim aqui e só agora me ponho a lembrar do meu aniversário de doze anos que foi comemorado aqui nessa mesma praia num dia ensolarado de domingo.
Naquele dia acordei cedo, eu acho que nem dormi direito, sempre tive verdadeira veneração pelo mar e como meu pai trabalhava muito e nunca tinha tempo de sair comigo e minha mãe então, por isso era muito rara às vezes em que vínhamos para a praia, eu nunca tive irmãos então sempre que saíamos para festejar alguma coisa a minha mãe convidava minha tia, o seu marido e meu primo, aí a farra era completa, pra mim claro, pois meu pai odiava a algazarra que nós fazíamos, acho que o fato de meu pai não tolerar gritos e brincadeiras de crianças fez com que minha mãe só tivesse um filho, eu.
Chegamos à praia, tudo estava brilhando, lembro-me das brincadeiras de bola com meu primo, minha mãe de chapelão e óculos escuros conversando animadamente com minha tia, mas seus olhos nunca descuidando de onde eu e meu primo estava brincando, lembro-me do meu pai sempre tão ausente, excluso num canto lendo seus livros, perdido em meio a Oswald de Andrade, Machado de Assis e Jorge Amado, acho que herdei essa obscura preguiça de viver do meu saudoso pai.
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Recomeçar


O ser humano é um bicho estranho, sempre às voltas com tentativas medilcres de um estranho recomeço. Recomeçar a vida recomeçar a amar recomeçar a ser feliz, recomeçar a tentar.
É inacreditável a capacidade que o ser humano tem em recomeçar, se recomeçou, é por que terminou, e se terminou é por que não foi agradável, então pra que recomeçar?
O recomeço é tão inútil, quanto o final, temos que ser coerentes na vida, ou seja, seguir uma linha, traçar planos e objetivos, seguir, concluir e pronto problema resolvido, parar de viver nessa busca constante de uma felicidade copiada de filmes infantis, não podemos tentar recomeçar a cada fracasso, temos que aprender com ele e não mais cometê-los, se recomeçarmos apenas continuaremos nesse circulo vicioso, recomeçaremos, erraremos, terminaremos e recomeçaremos de novo, e isso é uma puta estupidez.
Caminhando agora nessa madrugada fria, percebo quantas pessoas tentaram recomeçar sem observar seus erros já vividos, mendigo por mendigo, sonho por sonho, ilusão por ilusão, quantos desses homens ai sentados não tentaram recomeçar?
Recomeçar uma vida nova sem o álcool, sem as drogas, e daí conseguiram?
Não! Estão todos jogados num chão imundo, obviamente tentando mais uma vez recomeçar sem olhar para os erros já cometidos, é como se cada recomeço fosse uma estrada que já passamos com milhões de pedras no caminho que já tropeçamos, e que não tiramos do caminho e por voltarmos de novo naquela mesma estrada voltamos a tropeçar nas mesmas pedras de antes, sem lembrarmos que nelas já tropeçamos.
Há pouco tempo atrás me disseram que eu tinha que mudar, um em cada cem mil homens conseguem mudar de verdade. Não, eu não vou ser esse um, eu não consigo ser de maneira diferente, eu não posso fazer e ser aquilo que eu não sou, eu sou apenas mais um cearense trabalhador, mas um homem que vive a serviço de se próprio, eu não vou largar minha bebida de final de semana, não vou deixar de amar os segredos da noite, não vou deixar de comer coisas gordurosas e gostosas, eu não vou deixar de fumar meus cigarrinhos, não vou largar meu trabalho que me causa tanta dor de cabeça, eu não vou parar com meu mau-humor cotidiano, eu sou assim, aceite-me como sou e talvez um dia eu possa ser aquilo que o mundo desejou. Hoje, hoje não!
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Minha filha cresceu.


 
Sempre dizem que sou um bom sujeito, mas muito ranzinza, claro que respondo que a vida me fez assim, porém insistem e dizem que não a mau que sempre dure, dizem incessantemente que Deus ajuda quem cedo madruga, e que o melhor está por vir, mas já é madrugada, tenho anos que não dá mais para contar juntando duas vezes meus dedos dos pés e das mãos, ando saturado de conversas sem conteúdos, sem estímulos para o trabalho, trabalho esse que outrora me rendiam bastante prazer, não sei direito como deixei chegar a esse ponto, não sei como me permiti excluir-me tanto assim do convívio da família, saio cedo para o trabalho e sempre chego muito tarde, graças a Deus tenho minha flor-mulher que por mais que eu me ausente mais ela me perdoa, me compreende e me ama, mas não posso exigir o mesmo dos meus outros entes tão queridos quanto, hoje só para variar ao sair do trabalho passei no bar e é claro que ingeri álcool suficiente para ir de Fortaleza a São Paulo se eu fosse um carro a álcool, quando cheguei em casa já era de madrugada, tudo seria exatamente igual a todas as sextas, eu chegaria tomaria um banho bem gelado, tomaria um café bem quente, sentaria em frente ao computador e esperaria o sol nascer, minha filha e a flor-mulher acordariam e eu iria dormir e assim passaria todo o final de semana, me isolaria do mundo que eu até então acreditava está repleto de pessoas insignificantes e só abriria exceção se a flor-mulher fosse até nosso quarto, caso ela por lá aparecesse eu lhe cobriria de beijos e depois voltaria para meu casulo e só sairia de lá na segunda-feira ás 7:00 da manhã para ir trabalhar, porém o diferencial dessa madrugada de sexta-feira foi gritante, cheguei em casa por volta das 4:00hs da manhã, na sala mesmo, já fui me despindo para entrar no banheiro social para que nem o menor movimento pudesse despertar a flor-mulher que certamente dormia o sono dos inocentes, resolvi antes de entrar no banheiro ir até a cozinha e preparar um café, os quartos de minha casa ficam na parte de cima, quando a cafeteira começou a apitar escutei junto dos apitos da cafeteira um barulho vindo de um dos quartos, de imediato pensei ser um ladrão, eu estava apenas de cueca, mesmo assim agarrei uma faca e subi as escadas, quando cheguei no início do corredor, parei e escutei melhor, não era ladrão, parecia que alguém estava fazendo amor, aqueles sussurros e gemidos me dilaceravam o coração, antes mesmo de invadir a chutes o quarto comecei a visualizar a cena da minha flor-mulher entregue ao mais profano dos gozos nos braços de seu amante supostamente bem mais novo e viril que eu, quanto mais essa cena se ampliava em minha mente mais os gemidos aumentavam, eu já não tinha mais certeza do que eu queria, eu já não sabia se devia entrar no quarto e ver todo meu conto de fadas se desmontar na minha frente e matar o infeliz que desonrou meu lar e esbofetear a flor-mulher que ousou me trair ou se eu fingia não ter visto nada e sumiria dali, mas aquela cena imaginária de sexo que eu atribuía a minha flor-mulher talvez estivesse sendo retirada do meu subconsciente, das quatrocentas traições minhas para com a flor-mulher, mas óbvio que na hora não foi bem isso que pensei, eu simplesmente não pensei em nada dei um chute violento na porta do meu quarto que a porta foi ao chão e o que eu encontrei em meu quarto foi um olhar assustado de uma doce mulher que acordara de um sono tranqüilo com a porta de seu quarto sendo invadida por um marido bêbado, só de cueca e com uma vaca na mão, quando olhei para o lado vi sair também assustada do quarto ao lado minha filha, tentei explicar para ambas o inexplicável, disse ter ouvidos sussurros porém menti em um fato, disse que havia arrombado a porta por achar que a flor-mulher estava sendo violentada, mas minha filha muito calmamente disse-me que o barulho que eu havia escutado era ela quem estava fazendo pois ela e o namorado estavam fazendo amor, após essa frase proferida foi até o quarto e trouxe um homem agarrado pela mão, eu queria matá-lo, queria colocá-la de castigo mas o choque foi tão grande que só consegui fazer uma pergunta, a pergunta que mudou a minha vida.
__ Desde quando você engana a mim e sua mãe e traz namorado para casa?
A resposta veio violenta e avassaladora.
__ Eu não engano a ninguém, minha mãe sabia que o André às vezes dorme aqui em casa, minha mãe sabe que já namoro com ele há um ano, minha mãe sabe que já a um bom tempo nós fazemos amor, agora se você não sabia, eu não posso fazer nada, você passa a semana toda ocupado e os finais de semana ou é bebendo ou trancafiado no quarto escrevendo no computador impropérios sobre a raça humana que pra você seria melhor estar extinta, você fingi que trabalha muito, anda sempre mal-humorado, se exclui de tudo e de todos, não quer ser julgado mais é o primeiro a julgar, vou te contar um segredo, não é só você que tem um trabalho que não gosta ou que não é melhor recompensado, não é só você que quer e precisa sumir de vez em quando, não é só você que consegue enxergar os defeitos dos outros, não é só você que consegue captar a verdade em meio a mentira, ou você acha que caímos nessa história de estupro? Não, não caímos. Certamente você achava que estava sendo traído e por isso arrombou a porta e sabe por que você achou isso? Achou por que sabe que está merecendo ser, a cerca de mais ou menos uns 10 anos você vem piorando eu só tenho boas lembranças sua de quando eu era criança, você trai descaradamente a mamãe e a pobre finge que não nota, meu irmão saiu de casa pra buscar sua própria identidade já que nunca teve um exemplo de homem pra se espelhar, acho que você não percebe, mas você nem de longe está sendo um bom homem, um bom pai e muito menos um bom marido, mas ninguém quer que você seja bom em nada basta apenas ser, ser um homem, um pai, um marido. 
Fiquei horrorizado em ouvir tudo aquilo, mas pela primeira vez alguém tinha me dado um sacode que me fez pensar, até então não tinha reparado que minha filha não tinha mais 11 anos ela agora era uma mulher e se ela nada tivesse dito eu iria continuar agindo assim até o dia que aquela cena sexual imaginária se tornasse realidade e eu perdesse meu bem mais precioso, a flor-mulher, então pedi desculpa a todos e fui para o meu quarto decidido que quando eu acordasse tudo seria diferente.
O dia amanheceu e o sábado estreou, como não dormi me levantei cedo, comprei flores, rosas, vinho, carvão, carne, mais tarde todos foram acordados pelo perfume do churrasco espalhado pela casa.
Ao lado da porta destruída do quarto da flor-mulher coloquei um lindo buquê de flores brancas e amarelas com um bilhete “Para a flor mais linda do meu jardim, você já resistiu a todas as tempestades agora vão vir apenas dias de sol, EU TE AMO”, ao lado da porta do quarto de minha filha coloquei um buquê de rosas vermelhas com um bilhete “Para a menina-mulher que conseguiu abrir os olhos de um homem cego que não enxergava o melhor da vida, EU TE AMO MINHA FILHA” e um charuto com um bilhete “André venha até a churrasqueira para fumarmos esse charuto em comemoração ao nascimento de um pai”.
Não sei o quanto isso vai durar, mas realmente pude constatar quanto tempo eu perdi querendo concertar os problemas do mundo, quanto tempo eu perdi querendo evitar os aborrecimentos que todos devem passar, não sei se vai ser mais fácil a partir de agora, mas pelo menos sei que não estou sozinho e assim pela primeira vez em anos, tivemos um almoço em família.
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Extremamente exagerado.


Sempre vivi no extremo, no exagero, não gosto do pouco, o pouco nem de longe me completa e o muito pra mim é muito pouco, gosto mesmo do exagero, do sem controle, do sem limites, não sei o que é está feliz mais ou menos não sei o que é ser triste mais ou menos, se estou triste pode ter certeza que estou extremamente triste e isso vale para tudo em minha vida, acho que nunca fiz nada muito ou nada pouco, sempre fiz exageradamente tudo.
Um dia meu grande amigo e médico disse que se eu quisesse viver um pouco mais eu deveria diminuir o cigarro, então parei de fumar por longos cincos anos, não tem como um homem como eu que fumava dois maços de cigarro por dia passar a fumar apenas um maço então parei de uma vez, passei cinco anos sem fumar, longe de mim fazer aqui apologia ao fumo, mas a primeira coisa mais estúpida que fiz na minha vida foi começar a fumar e a segunda coisa mais estúpida que fiz foi ficar sem fumar por esses terríveis CINCOOOO anos, hoje pensando melhor, percebo a falta de lógica nesse meu ato, segundo meu médico parando de fumar eu duraria mais alguns anos, mas se todo ser humano nasce sabendo que vai morrer eu serei mais inteligente que todos sabendo desde já a causa da minha morte, e foi com mais esse pensamento idiota que voltei a fumar, claro que agora fumo três maços por dia, até na burrice sou exagerado.
Já até perdi as contas de quantas vezes a Flor-mulher me encontrou nos botequins, embriagado ou pelo álcool ou pelo perfume de uma bela dama e sem mais perguntas levou-me para casa, acalentou meu peito, curou meu porre, limpou as marcas de batom barato nas blusas e amou-me como só a mulher amada sabe amar.
Por algumas vezes acordei no meio da noite e me joguei no corpo da Flor-mulher, amando-a como se fossemos morrer ao amanhecer.
Obviamente que o fato de ser um homem controlado por excessos não é nada interessante para os demais que me rodeiam, por diversas vezes entro numa tristeza profunda e passo dias assim, os anjos que cercam minha vida tentam me reerguer, claro que inutilmente, então passa um pouco mais de tempo e eu sozinho perdido em meio as minhas boas lembranças ou até mesmo nos momentos prazerosos do dia-a-dia eu me levanto e entro numa felicidade extrema e assim a vida segue como numa grande montanha russa e eu como mero carrinho controlado por uma máquina chamada emoção.
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