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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

“Quero mais”

  


Texto para querida amiga Sônia / Ideias compartilhadas: 4ª semana de Outubro – Tema: Poesia humorística.


Hoje acordei com sono sem vontade de acordar

As pernas ainda estavam dormentes, sem poder andar

O cheiro nos lençóis, as marcas no corpo, a vontade de repetir

Tudo ainda aguçava meus sentidos, mas eu sabia que não poderia prosseguir

Meu corpo gritava um sonoro “Quero mais”, mas eu não podia, na verdade

Eu não agüentava mais, estava cansada, relaxada e saciada.

O sol da manhã entrava no quarto, eu ainda estava pelada

Minhas mãos não resistiram e começara a percorrer meu corpo

Investigando e averiguando os sintomas da noite anterior,

Parte por parte eu fui tocando, devagarzinho me deliciando,

Os dedos passavam e deslizavam me fazendo enlouquecer

Apalpei coxas, bunda, barriga tudo estava bem durinho e 

Bastante definido, graças a noite de exagerados exercícios físicos

Que fiz! Como é bom correr na esteira antes de dormir! 

Vocês estavam pensando que era o que? kkkkk  
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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

“Hoje é dia de se apaixonar”



Hoje eu preciso de ar puro, sentir no corpo o calor passional, escutar em silêncio uma melodia triste de algum cantor ébrio, preciso sentir as ondas lavando meus pés cansados, meu coração anda meio exausto, minhas pernas se movem, mas parecem não andar pra frente, minha cabeça pensa naquilo que não quero, mas mesmo assim insisto em dizer a todos que estou bem, afinal de contas só dói quando respiro.
Não, não e não, não vou me deixar abater, vou sair de casa, contemplar a multidão, ver pessoas jovens e felizes, vou brindar com Deus e com quem mais quiser desfrutar da minha companhia, vou abraçar o desconhecido e me entregar ao primeiro engano que passar a minha frente e ousar esboçar um sorriso.
Dito isso, saio de casa, o calçadão da Beira-mar é meu lugar de destino, a noite está linda, a lua parece gritar pra todos “Hoje é dia de se apaixonar”. O garçom, meu velho companheiro mesmo sem eu pedir já me serve uma generosa dose de conhaque, bebo de uma vez, afinal de contas a vida passa rápido demais, os olhos de uma jovem parecem me cercar, mas acho que é só impressão, pois ela não é uma filha de Iemanjá, ela não vende amor, posso até está enganado, mas eu raramente erro nisso. Peço outra dose, acendo um cigarro, meus olhos de gato espreitam o andar apresado e elegante da jovem que agora caminha em minha direção, um frio percorre por toda minha coluna. Linda ela se aproxima e com voz delicada pergunta se pode sentar, óbvio que um sim sonoro eu proferi, olhares e conversas vazias de conteúdo, mas cheias de desejo, de minha parte era óbvio o porquê de todo aquele papo, eu era um velho com um coração sangrando, um corpo cansado, mas cheio de vontade de colher o mel daquela abelhinha tão jovem, mas e ela? O que tinha visto em mim? O que queria de verdade? Sexo casual? Minha prepotência não chega a tanto, portanto acho que não!
Sou muito direto com minhas coisas e resolvi ir direto ao ponto, perguntei se ela vendia amor e prontamente ela me respondeu com outra pergunta “Eu não, mas por que, o senhor vende?”. Que garota esperta, era só o que passava em minha cabeça.
A Madrugada foi chegando, o álcool fazendo efeito, eu estava cada vez mais envolvido e ela também, mas eu não sabia o que fazer, afinal de contas, comigo sempre foi ou pagando ou com minha Flor mulher, assim, desse jeito eu não sabia. No momento em que eu pensava o que fazer ela chamou o garçom, pagou a conta e agora com voz de mulher disse:
__ Hoje vou te levar pro céu.
Sem entender nada eu a segui até seu apartamento, que era bem próximo ao calçadão, era de frente pro mar, ali mesmo ela me deu um tiro e eu morri... Brincadeira, mas foi o que pensei que aconteceria!kkk
Entramos no apartamento e um velho aprendeu com a jovem a arte de amar, aquela menina sabia mais coisas do que todas as moças que já conheci na minha vida e olha que meu estoque de mulheres que vendem prazer é muito vasto, mas aquela menina fez com que eu voltasse à vida!
Ao amanhecer o quarto estava vazio, na cama um pequeno bilhete escrito:

“Ao sair, bata a porta...
Ao chegar em casa, tome um banho...
Ao entardecer, Durma...
Ao anoitecer, me procure!

Beijos!

Assinado: Um anjo!
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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Abandonando o luto!


Conduzido por uma vontade estranha de olhar para estrelas, simplesmente deduzo o porquê de não notar, obviamente o que não gostaria de ver.
Cada noite posso notar uma estrela diferente no céu, são tantas, mas nem por isso eu irei me esquecer das que já vi. Assim mesmo são meus sonhos: cada dia tenho um novo, encontro um novo, mas nem por isso me esquecerei dos que já sonhei e já conquistei.                      

Agora, estou tão longe do meu mundo predileto, das minhas histórias presenciadas, dos meus heróis, minhas heroínas, morfinas, endorfinas, estou cada vez mais perto da dor que me consome, me estupra, me dilacera a alma, estou tão longe de dizer que esqueci ou que não amo mais aquela estrelinha. E mesmo ela estando brilhando em outro céu, implacavelmente ela continua com sua beleza inconfundível viva e latente ferindo o coração desse poeta fúnebre.
Meu pêsames, mas apliquei em mim um sonoro Ne Me Quitte Pas,
subornei minhas fraquezas em troca de meu próprio suor, derramei minhas últimas lagrimas de amor e mesmo assim a alma chora, suspirei fundo antes de dizer para mim mesmo que acabou.                                   .
Nem um mar de ilusões irão me converter novamente para aquele clímax do coração intocado, do ébrio simpático, do homem incansável, mas agora prometo que vou largar o luto, abandonar o preto e me jogar ao profano.
Ah! Prefiro ser amando pelo menos um pouco o bastante para revisar sobre esse assunto e conceituá-lo como se fosse uma nova linguagem e se eu estivesse que catalogá-lo palavra por palavra, esse sentimento me traria de volta a vida.                                            .
Não sei quem sou, cada momento mudei e continuamente me estranho nunca me vi de verdade e por isso nunca fiquei pronto, menti ao inventar um amor eterno já que de eterno eu nada sou, agora vou me encontrar com minha verdade, mesma que dela eu só colha os dissabores.                        .
Quero ser somente aquele simples cara que passa na rua e ninguém nota, quero ser o invisível, o poeta e o louco, o bêbado e o palhaço, quero ter o prazer feito e cortado. Só quero sentir novamente como eu mesmo.

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sábado, 3 de setembro de 2011

A morte de um anjo!



Passei um tempo longe da escrita, passei um tempo longe de mim mesmo, eu precisava me encontrar, mas por mais que eu me procurasse mais eu me perdia, raramente eu escrevo um conto feliz, acho que desde a infância eu tinha vontade de ser o lobo só para poder comer a Chapeuzinho vermelho, nunca me prendi ao "felizes para Sempre", até que cresci e conheci minha Flor mulher e naquele mesmo instante eu passei a acreditar em contos de fadas, mas caro amigo leitor, se sua vida está indo bem, se está rindo, se está realizado, por favor, não continue essa leitura, pois nada, absolutamente nada do que está escrito aqui irá te ajudar a manter esse bom humor. Já avisado, prossigo...

Sempre fui fã de Nelson Rodrigues e hoje me vejo personagem de uma de suas crônicas...
No trabalho tudo estava parado, as vozes inexistentes, o chefe desligado, a produção não acontecia, um mosquito que voava pelo lado de fora da janela de vidro parecia voar em slow, algo me sufocava, levantei e fui fumar um cigarro o isqueiro falhou três vezes, mas consegui acender meu calmante, o coração estava acelerado, tinha algo me incomodando, mas eu não sabia o que era, tomei café umas dez vezes, fui ao banheiro outras dez, fumei outro cigarro, mas mesmo assim o ponteiro do relógio insistia em não fazer seu trabalho, continuava girando calmo e penoso, mas enfim à hora do almoço chegou, pensei em ir almoçar em casa, a Flor mulher certamente iria adorar, mas uma matéria de última hora precisava ser editada e eu não pude ir ver meu anjo, a tarde passou se arrastando, a lua já despontava no céu era hora de ir embora, pela primeira vez em anos eu não parei num bar antes de voltar para meu lar, decidi ir logo para casa, pois algo ainda me apertava o peito e prendia a minha voz... Peguei a chave, abri a porta, caminhei até a cozinha e...

Caro leitor, imagine agora a maior dor que você já teve na vida? Imaginou? Agora triplique por cinqüenta. Foi essa ai que eu senti. Eu não podia acreditar no que estava vendo, preferiria que me arrancassem os olhos, preferiria que me arrancassem o pênis, preferiria morrer, mas acho que foi isso que acabou acontecendo, eu morri, sou hoje um remendo do que outrora fui, sou um farrapo, de imediato perdi a vontade de respirar, respirar pra que? Se me levaram a Flor mulher?
Ao chegar àquela noite em casa, encontrei meu anjo caído ao chão, corri e fiquei de joelhos ao lado de seu corpo implorando a Deus que tudo aquilo fosse uma mentira, igual a uma criança eu chorava e fazia mil promessas para que quando eu tivesse coragem de abrir meus olhos minha Flor voltasse à vida, fechei e abri meus olhos umas dez vezes e a única coisa que ganhava vida era minha tristeza, eu não podia acreditar que aquilo estava acontecendo, ela não podia me deixar sozinho, ela sabia que eu não conseguiria viver sem ela. Blasfemei contra Deus e o Diabo, gritei, berrei, até que os médicos chegaram e levaram o corpo do meu anjo, naquele minuto percebi que havia morrido junto, a hora da despedida final chegou, eu era agora somente um menino que precisava de colo, eu precisava dela, dei adeus e com lágrimas nos olhos sai sem olhar pra trás.
Passaram-se mais de três semanas, a casa está escura, não sinto mais o cheiro dela na cama, ainda choro sozinho, agora mesmo a lente dos meus óculos estão embaçadas, se pelo menos eu tivesse a certeza que um dia nos encontraríamos, mas não tenho, a única coisa que sei é que me roubaram o bem mais precioso que eu tinha, me roubaram a vida, a fé, a esperança, me roubaram o amor. Por que meu Deus? Por quê? Por que você levou de  mim a  única coisa que realmente eu me importava?
A resposta não veio, noite após noite, semana após semana e a resposta nunca vem. Mas mais uma noite vou esperar que meu anjo venha ao meu encontro e com uma voz suave diga baixinho:
__ Eu te amo!

OBS: Querido leitor se agora você tem a chance de dizer a sua namorada (o), marido, esposa, filhos que os ama, DIGA, por que às vezes tudo o que precisamos é ouvir essa frase.

Para minha esposa: Só por hoje, só por uma hora, só por um minuto eu queria te ver novamente pra dizer que te amarei pela eternidade! TE AMO!!!
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sábado, 6 de agosto de 2011

PRAIA DE IRACEMA, o amor do boêmio!


 A PRAIA DE IRACEMA é o xodó de todos os cearenses. É nossa Ipanema. É nossa pequenina e bucólica orla. área de boemia, alegria e bom viver. Nesse cantinho do F.B., poetas, intelectuais, políticos, moradores e amigos da P. I.  podem acompanhar e participar da noite dos mil amores, dos beijos roubados, oferecidos e pagos. Aqui, também discutimos o presente, o futuro, e lembramos o passado. Durante o dia é ponto certo para o vôlei, para as crianças brincarem, para os terríveis patins, mas quando o sol solta seu último raio é que realmente a praia se enche de luz, muitas vidas acontecem no anoitecer dessa praia, para quem não é cearense vou contar um pouco sobre a história da mais bela de todas as praias....
Iracema, a Virgem dos Lábios de Mel, foi imortalizada num romance, obra mais conhecida do mais famoso escritor de Fortaleza, José de Alencar. Ele conta a história de amor entre uma índia guerreira e um Português, a virgem dos lábios de mel e cabelos negros como a asa da graúna, é um dos maiores símbolos do Ceará, e em homenagem a essa obra literária foi construída ao todo cinco estátuas, porém a que eu acho mais bonita é a que fica à beira-mar da Praia de Iracema, pois mostra a heroína segurando um grande arco, olhando para o mar, como se estivesse em posição de batalha.
Gosto dessa estátua por que ela simbolicamente mostra força a dos cearenses, mostra que somos acolhedores, nos apaixonamos pelo novo, pelo diferente desde que sejamos respeitados.
 A noite da praia de Iracema é mágica, o brilho das luzes nos bares é um convite, o perfume que vem do mar faz com que o corpo sinta necessidade de amar, o balançar das nádegas das flores venenosas é de deixar qualquer um na miséria, entregando seu último vintém para que aquele néctar seja bebido por ele, a música, o humor, o calor, tudo tem por aqui, e tudo tem muito, muito amor, muito frescor, aqui qualquer um tem passe livre pra felicidade, não existe nada melhor que passear pelo calçadão, comer caranguejo, dar umas boas gargalhadas com algum humorista por profissão ou apenas com um garçom que sabe que nascer cearense é sinônimo de ser feliz, mulheres bonitas, cerveja gelada, a lua, as estrelas tudo, absolutamente tudo é uma viagem pelo paraíso.
O copo cheio, o corpo quente, a vontade, o gosto, o cheiro, o pecado, minha doce Iracema, minha virgem, seus lábios de mel me provocam, seus encantos e cantos é tudo que mais desejo, você é minha ficção ou minha melhor realidade? Não sei, só sei que você é o amor desse boêmio!


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sexta-feira, 22 de julho de 2011

Vendi minha alma!!!



Já cometi erros quase que imperdoáveis, já bebi e fiz besteiras que dariam pra encher de castigos três encarnações de minha vida, já fingi amar e depois acabei acreditando na minha própria mentira, já perdi amigos, já me decepcionei, já quis morrer e no minuto seguinte desisti dessa idéia insana, já chovi no molhado, já dei murro em ponta de faca, já bati minha cabeça na pedra e a pedra quebrou, mas hoje, me olhei no espelho e tive vergonha do que vi, tenho um milhão e meio de defeitos e umas duas qualidades, e uma dessas duas qualidades é a honestidade que sempre me foi  companheira, até já perdi grandes pessoas por excesso de honestidade... Se uma amiga me pergunta “você não acha que estou mais magra?” Se eu não perceber tal mudança em seu corpo, certamente direi que ela continua gorda como sempre! Se minha esposa me pergunta “Meu bem, você já me traiu? ” Mesmo que isso me cause bastante problema, certamente respondei que sim, várias vezes, mas foi só pelo sexo!
Nunca fui muito de me importar com as conseqüências dos meus atos, acho que tudo tem um motivo pra acontecer, então se é pra está na chuva, eu tiro a roupa e tomo logo um bom banho ao ar livre, outro dia ouvi essa frase “Se tá no inferno, beija o capeta” e achei essa frase genial!
Seguindo a linha dessa frase, hoje vendi minha alma, coloquei em jogo meu caráter e quem pagou mais caro levou meu amor próprio...Faz mais de trinta anos que trabalho no mesmo jornal, já passei pela política, esporte e hoje faço crônicas do cotidiano, mas o dono de uma emissora de TV local me convidou pra trabalhar com ele, no caso eu ganharia o triplo, para ser o redator de um programa de críticas, seja crítica política, de programas, de eventos, sem pensar muito no buraco ao qual eu estava me enfiando e canalizando minha inteligência no valor do salário, pedi demissão do jornal, assinei o contrato com a emissora, pois eu iria fazer o que gosto, que é criticar o que acho errado e ainda me pagariam pra isso...Até então estava tudo em ordem, mas agora a noite tivemos uma reunião de pauta, para saber o que iria ao ar no programa de estréia, a ordem veio do dono da emissora que querendo testar minha total imparcialidade diante dos fatos ordenou que o título do programa fosse “Jornal ou embrulho de peixe?” A primeira matéria que me deram para escrever era pra ser uma crítica destrutiva contra o jornal que por anos me acolheu!
O editor chefe do jornal é um merda, mas o pai dele já falecido, foi meu grande amigo, me deu a mão quando eu mais precisei, tenho uma história no jornal e ainda tenho amigos lá dentro. O jornal realmente está se vendendo ao capitalismo, muitas matérias são compradas, e o fim dele está muito perto, mas não sei se consigo ou se realmente é necessário que seja eu que tenha que dar o tiro de misericórdia!
Não tenho como romper o contrato, não sei com que cara vou voltar a andar no meio jornalístico caso eu faça parte desse massacre a imprensa, não sei como vendi minha alma para o diabo se nem mesmo sabia que ela estava a venda!

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domingo, 10 de julho de 2011

Desejo!



Como é complicado lidar com esse sentimento chamado desejo, se para as pessoas normais é complicado lidar com isso, imagina pra mim, que sou exagerado por natureza. Tudo o que faço mais de duas vezes, se torna para mim um vício, se tomo uma xícara de café pela manhã, pode ter certeza que aquela foi a primeira de umas oito xícaras, se vou tomar uma cerveja antes do jantar pra abrir o apetite, pode acreditar que só chegarei para o café da manhã, pois tomarei muitas cervejas antes de acertar o caminho de casa, mesmo que o bar seja na esquina. Há um tempo atrás inventei de diminuir o cigarro, dois dias depois notei que estava fumando o triplo, não me dou muito bem com essa história de conter desejos, hábitos ou manias de um louco!
E como não me dou bem em me conter, todas as vezes que a mulher do meu editor vai a redação do jornal ela se insinua, me joga olhares, mexe o cabelo, mas eu sempre muito profissional não ouso nem se quer levantar a vista... Que mentira!!! Olho mesmo, me jogo também, na verdade nem tento me conter, primeiro por que a mulher de meu editor é uma gostosa e é no mínimo três séculos mais nova do que eu e segundo por que meu editor é um babaca e se não posso fuder com ele aqui no trabalho, vou fuder com a mulher dele num motel! Ai, fui maligno nesse comentário!kkkk
Pois bem, hoje resolvi que era o dia de matar a cobra e mostrar o pau, ou mostrar o pau pra cobra, sei lá. Quando a Fátima entrou na redação, eu com um gesto de cabeça a convidei para a salinha do café, ela mais que rapidamente entrou, fui atrás como um cachorro persegue uma cadela do cio, na salinha fui logo questionando:
__ Você deseja algo de mim?
__ Como você percebeu?
__ O seu corpo fala.
__ Sei que não temos intimidade, mas só você pode me ajudar. Meu corpo grita de desejo!
__ Estou sempre disposto a ajudar uma mulher bonita e ...
__ O meu marido não me procura mais, faz muito tempo que não transamos.
__ Isso é um problema fácil de ser resolvido, eu ...
__ Eu sei que você vai falar com ele.
__ Eu, falar com ele????
__ Um gay é mais delicado pra falar dessas coisas, por isso pedi sua ajuda.
__ Eu, gay?
__ Que bom que você também está conseguindo se abrir comigo.
__ Não, você não...
__ Obrigado por tudo, você me ajuda e eu guardo seu segredo, A-M-I-G-A!!! Tchau!
Ótimo! Agora além de velho, imoral, pobre e alcoólatra também ganhei fama de viado!
E ainda dizem que a vida é justa, o marido dela me fode no trabalho e ela me fode com palavras!
Obrigadão aêêê Deus!!! 
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